Sim, a tutoria é uma alavanca poderosa para reduzir a rotatividade dos empregados, particularmente em fases críticas da carreira de um empregado: integração, desenvolvimento ou períodos de incerteza profissional. Ao oferecer apoio humano, o mentoring reforça o sentimento de pertença, a motivação e o empenhamento a longo prazo.
Quando os trabalhadores são acompanhados por um mentor, sentem-se mais apoiados e ouvidos. Esta ligação pessoal com uma figura experiente permite-lhes compreender melhor as expectativas da empresa, adquirir pontos de referência sólidos e projetar-se mais facilmente na organização. Evita assim saídas prematuras por falta de visão, de reconhecimento ou de pontos de referência.
A tutoria também incentiva o desenvolvimento interno de talentos. Os empregados que sentem que estamos a investir no seu desenvolvimento estão mais inclinados a ficar e a envolver-se a longo prazo. Vêem a empresa como um lugar onde se podem desenvolver, o que limita o seu desejo de procurar outro lugar.
A tutoria também estabelece pontes entre gerações e reduz o isolamento, nomeadamente em ambientes híbridos ou de teletrabalho. Reforça a coesão das equipas, facilita a circulação da informação e humaniza as relações profissionais.
Por último, do lado do mentor, é também uma forma de fidelização. Confiar a um colaborador experiente um papel de transmissão dá-lhe um novo sentido e compromete-o num novo ciclo de carreira, que é frequentemente mais estimulante do que puramente operacional.
Para maximizar o seu impacto, a tutoria tem de ser estruturada, reconhecida e integrada numa estratégia global de RH. Se for corretamente gerida, torna-se um verdadeiro antídoto para a fuga de talentos.

