O mapeamento das competências críticas é uma etapa fundamental para qualquer organização que pretenda antecipar saídas, assegurar o seu know-how e gerir eficazmente os seus recursos humanos. Trata-se de identificar, estruturar e visualizar as competências essenciais ao bom funcionamento da empresa, nomeadamente as que são raras, estratégicas ou detidas por um número limitado de pessoas.
A primeira fase consiste em fazer um balanço de todas as competências presentes na empresa. Isto pode ser feito com a ajuda de um repositório empresarial ou através de entrevistas individuais com os empregados. É importante distinguir entre competências técnicas (saber-fazer), competências comportamentais (competências interpessoais) e competências organizacionais (saber como agir num determinado contexto).
Em seguida, a empresa precisa de definir critérios para identificar as competências críticas. Estas caracterizam-se geralmente pela sua escassez, pela sua relação direta com o desempenho ou a conformidade regulamentar, pelo nível de especialização exigido ou pelo seu impacto potencial caso desapareçam.
Uma análise cruzada das competências e da pirâmide etária pode ser utilizada para identificar áreas de vulnerabilidade: que competências são susceptíveis de desaparecer nos próximos 2 a 5 anos? Quem são os detentores isolados de competências sensíveis? Onde é que há falta de duplicação ou de transmissão formal?
Para visualizar estes dados, é útil utilizar ferramentas de mapeamento dinâmico: matrizes, quadros de referência cruzada, infografias ou software integrado de RH. Estas ferramentas facilitam a realização de compromissos, o planeamento de substituições, a criação de pares ou a elaboração de planos de formação específicos.
Por último, a cartografia deve ser actualizada regularmente. Torna-se assim uma ferramenta de gestão estratégica, ao serviço do desenvolvimento, da resiliência e da capitalização interna.

