
O sector farmacêutico está a atravessar um período crucial marcado pela renovação geracional, o que constitui um desafio para todos os intervenientes na profissão. Apesar de um aumento do número total de farmacêuticos, os desafios da gestão da próxima geração e da transmissão de competências são prementes, uma vez que a evolução das práticas e as pressões económicas exigem uma adaptação rápida.
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Farmacêuticos: um rejuvenescimento encorajador mas frágil para assegurar a renovação das gerações
Em 1 de janeiro de 2025, a Ordem Nacional dos Farmacêuticos contava com mais de 75 000 membros, o que representa um aumento de cerca de 1,7% em dois anos e um aumento de quase 3 000 profissionais na última década. Esta evolução reflecte a vontade de reforçar as fileiras e de iniciar uma verdadeira passagem de testemunho de uma geração para a seguinte. A presença crescente de farmacêuticos com menos de 35 anos é uma esperança concreta que abre perspectivas de renovação sustentável.
No entanto, a dinâmica permanece frágil em vários aspectos. O número de farmácias que encerram em 2024 (260) e a redução do número de farmacêuticos (-1,3%) sublinham as tensões estruturais da rede regional. Além disso, a escassez ocasional de certas especialidades, como os biólogos médicos, cujo número diminuiu 10% em dez anos, enfraquece a cadeia de competências a transmitir.

A ascensão dos jovens farmacêuticos: uma oportunidade a aproveitar pela profissão
Os farmacêuticos assistentes representam agora mais de 67% dos novos membros da Ordem, o que reflecte uma diversificação de perfis e uma abertura a percursos profissionais atípicos. Muitos profissionais com experiência na indústria ou na distribuição ponderam uma mudança de carreira, motivados pelas novas e mais amplas competências da farmácia, nomeadamente nas áreas da prevenção, rastreio e serviços digitais. O contexto pós-Covid veio acentuar esta tendência, ao realçar a importância de uma prática inovadora e integrada no percurso de cuidados.
Esta evolução está a mudar a própria face da farmácia, que deve agora combinar os conhecimentos tradicionais com a inovação em farmácia. O aumento do nível de formação profissional e a digitalização constituem alavancas essenciais para reforçar o empenhamento dos jovens nas redes de farmácias, facilitando a sua integração operacional.
Os desafios económicos e organizacionais da renovação das farmácias
Para além do número de pessoas envolvidas, a renovação geracional mobiliza os decisores em torno de questões de governação, de gestão e de manutenção dos laços profissionais. O encerramento de farmácias tem um impacto direto no acesso aos cuidados e na transmissão de experiências. As estruturas devem tirar partido de ferramentas eficazes de gestão de talentos para evitar a perda de conhecimentos valiosos e facilitar a assunção de responsabilidades por parte dos jovens farmacêuticos.
Para isso, é essencial utilizar uma plataforma dedicada à gestão das comunidades farmacêuticas. Alumni.space ajuda a industrializar a coordenação entre gerações, integrando perfis, tutoria e ofertas de emprego. Este tipo de ferramenta permite reduzir o tempo gasto em procedimentos administrativos e evitar a rutura das redes profissionais, em benefício da continuidade do projeto e da ambição colectiva.
Incentivar a transferência de competências para tornar a profissão mais atractiva e sustentável
Um elemento-chave é a introdução de mecanismos estruturados para a transmissão de competências entre gerações, em especial a tutoria e a formação de pares operacionais. As farmácias que adoptaram estas práticas registaram um nível mais elevado de fidelidade e de empenhamento por parte do pessoal mais jovem. Rituais regulares, um calendário de desenvolvimento de competências e um acompanhamento baseado em indicadores de satisfação garantem a eficácia destas iniciativas.
Os gestores de RH e CSE desempenham também um papel central na antecipação da pirâmide etária e na prevenção de saídas precipitadas. Considerar cenários de integração e de cooptação numa fase precoce evita uma desorganização onerosa em termos de imagem e de qualidade do serviço. As escolas e os centros de formação, associados a estas estratégias, reforçam a atratividade da profissão, clarificando os percursos e as perspectivas de carreira.
O aumento dos serviços digitais e da digitalização facilita o acesso a bibliotecas de conteúdos específicos do sector, a eventos de partilha e a um quadro de empregos especializado, acelerando o recrutamento e a mobilidade interna.
Estas abordagens garantem um melhor equilíbrio entre experiência e inovação, condição essencial para o sucesso das mudanças impostas à farmácia contemporânea.
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